segunda-feira, 22 de março de 2010

Tratado do querer

Tratado do querer

O mais importante é fazer o que se quer,
O que se quer, o que se deseja deve ser a força motriz/impulsionadora do viver
O querer, os quereres devem estar à frente, a diante das ações
O meu querer deve ser mais forte que o querer do outro, sempre que o meu querer não coincidir com o querer do outro
Mesmo que o meu querer não pareça a melhor opção para o mundo, mesmo que faça sangrar o coração de alguns, ainda assim, o meu querer e só o meu querer deve prevalecer
Eu não desejo e não vou fazer nada que não seja o meu querer, pois conhecendo o meu querer estarei, finalmente, me aproximando do meu ser.


Saindo da poesia prá prosa, fiz esse tratado porque preciso acreditar nisso, preciso parar prá encontrar o meu querer, preciso parar de me transferir para os outros mundos, preciso achar o meu mundo, achar a Mônica e os quereres dela.

E o que eu efetivamente quero? Lembro-me do Vicky, Cristina, Barcelona quando a moça bonita diz que pode não saber o que ela quer, mas que sabe exatamente o que não quer.... eu tbem sou assim, sei perfeitamente o que eu não quero, quem ou o que não me apetece, mas isso não me basta mais, tá mais do que na hora de eu saber o que eu quero.

E eu sei que as minhas respostas estão em mim, estão no caminho tortuoso que liga o meu coração ao meu cérebro e que eu preciso olhar prá dentro e deixar nascer essa pessoa inteira.

As novas literaturas dizem que não existe isso de metade da laranja, mesmo que o banquete do Platão insista no mito de Andrógino, “o ser perfeito que era macho e fêmea ao mesmo tempo e que, em virtude de sua ambição desmedida, foi dividido pelos deuses e que por isso todos andamos hoje à procura da metade que nos complete, de modo a voltar a fundir a nossa alma em um único ser”, ainda assim, insisto que a minha androginia, o meu ser homem e o meu ser mulher estão ambos dentro de mim... e que mesmo que a busca seja cansativa e talvez insensata não devo desistir dela.

Mudando de assunto, até pq o outro é inesgotável, talvez pq a gente viva numa cidade com apenas duas estações, sinto falta do outono e busco a primavera nas flores do ipê... tanto amarelas quanto roxas..o ipê é a minha primavera nessa Brasiléia desvairada e, como vc sugere, acho que naquele curto espaço de tempo, aqui a primavera se banha de flores.


Mônica – sábado pisciano de carnaval de 2009– 18:01

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