segunda-feira, 22 de março de 2010

2009/4/30
Amor, vc não é a metade da minha alma, nem de mim, como finaliza o texto abaixo...com vc sinto que a minha completude alcança um eco coeso, forte, complexo e que a liberdade vem com isso e apesar disso...cada dia sinto mais intensamente a sua presença em mim, sinto-me admirada de como fluo naturalmente prá vc...
Mesmo assim, discordando do fim, concordo com o texto, o amor acontece da simpatia (afinal "Simpatia é quase amor") que vai se transformando. Comigo foi assim, fui achando interessantes as ideias (sem acento) ousadas do menino tímido, fui, curiosa, ouvir o que vc pensava sobre as coisas, aos poucos fui percebendo que, mais que curiosa, eu estava ávida, ansiosa mesmo, por ouvir e ver, precisava ser ao vivo, pois o brilho verde do olho e o cabelo balançando os cachinhos faziam parte do texto...da cena...
Aos poucos foi ficando inevitável..chegava uma hora do dia que era impossível conter o desejo de te ver, te ouvir...criamos uma rotina nova...eu ia ao final do dia te ver...te confundir..voltar a respirar...mesmo que ofegante e assim me sinto até hoje...até hoje eu te busco.
Hoje eu estou particularmente corroída de saudades...tenho a sensação que a gente tá sempre se despedindo... esta madrugada eu acordei te buscando, fui à net, ao celular...sei lá, parece besteira mas eu preciso de um contato seu antes de dormir, ou antes de voltar a dormir...eu te preciso meu amor...isso acontece tbem com as crias, vai chegando uma hora que eu só volto pro eixo qdo falo com elas..não me lembro de ter dividido esse sentimento com niguém que eu não tivesse parido...deve ser por aí...acho que, como a gente foi inundadado por esse amor desmedido e não sabia, talvez ainda esteja aprendendo, lidar com ele, é como se a gente tivesse parindo um serzão, como diz vc, um ser que começou a existir a partir do amor e da escolha de vivê-lo.

Boa viagem meu amor

Eu

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